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O EFEITO ESTUFA
No problema ambiental, o vilão da história
é o efeito estufa. Só que, vocês sabiam que ele é fundamental para a existência
da vida na Terra? Calma, não estamos defendendo a poluição que produz
excesso de gases que se fixam na atmosfera porque o problema está justamente
no excesso destes gases e que desequilibra o sistema natural exercido
por gases que a natureza sempre produziu.
Sabemos que o sistema de vida é um sistema de uma inteligência tal que
ser humano algum não conseguiria ter desenvolvido. O Sol, situado a 148
milhões de quilômetros da Terra, envia calor para nosso planeta. Quase
metade deste calor (49%) consegue chegar a Terra; outra parte (20%) é
capturado pelo ar da atmosfera, 22% é refletido pela atmosfera, sem entrar
nela, e 9% é refletido pela superfície da Terra, pela poeira ou neblina.
O que acontece com este calor que chega a Terra? Ele é absorvido pelo
solo e a água, aquece os seres vivos, promove o crescimento deles, e depois
este calor é devolvido para a atmosfera. Só que este calor e pouco para
todas as necessidades do planeta. E como a Terra consegue mais calor
?
Todos nos sabemos que a atmosfera é a camada de ar que envolve a Terra
e que está composta por 78% de nitrogênio e 21% de oxigênio; o 1% restante
são diferentes gases sendo alguns nocivos tais como bióxido de carbono,
halocarbonos, oxido de nitrogênio e metano, todos identificados como gases
poluentes. Estes gases sempre existiram na atmosfera e são os responsáveis
pelo efeito estufa. Porque? Porque o nitrogênio e o oxigênio da atmosfera
não tem a capacidade de segurar o calor irradiado pela Terra e assim sendo,
ele se perderia na imensidão do Universo. Mas, estes gases nocivos têm
a característica de segurar este calor e devolve-lo para a Terra assegurando
assim o calor necessário para que a nossa vida continue seu desenvolvimento.
Este calor devolvido pelos gases de efeito estufa é o dobro em quantidade
do calor que a Terra recebe diretamente do Sol. Se não fosse pelos gases
de efeito estufa a temperatura média anual da terra seria de 18o
negativos; bem diferente da temperatura de 15,5o positivos
que temos hoje; sós pingüins e ursos polares conseguiriam viver e ainda
com muitas dificuldades. Estão vendo que os gases de efeito estufa são
úteis para a vida no planeta e está explicado porque eles têm o nome
de "gases de efeito estufa";. Eles são uma fonte de aquecimento adicional.
O ciclo de vida na Terra foi desenvolvido para que exista uma produção
de gases de efeito estufa em quantidades estritamente necessárias. O
bióxido de carbono (CO²) é produzido por milhares de processos naturais
como a digestão de minhocas e cupins, a decomposição orgânica dos corpos
animais e vegetais que morrem, a respiração dos seres vivos e os mares
também em seu processo natural emitem CO². O metano é produzido por cupins,
pântanos e sistemas digestivos de grandes animais, (incluindo o homem).
Os óxido de nitrogênio são produzidos pelos solos. Somente os halocarbonos
não tem uma fonte natural. Historicamente, os gases de efeito estufa nunca
foram mais de um 0,025% da atmosfera que é o necessário para que a Terra
tenha uma temperatura apropriada para o desenvolvimento da vida.
Só que aparece o Homem com sua fome descontrolada de riquezas materiais
e a partir da Revolução Industrial (invento da máquina de vapor e inicio
da industria moderna) em 1750, começa a produção descontrolada destes
gases com o uso de combustíveis derivados do petróleo (leia-se principalmente
carros; gosta de andar no seu carro? Tudo bem, só que todos pagamos por
isso), aterros sanitários (problema gravíssimo das cidades que não sabem
onde acumular o lixo que todos nos produzimos e que aumenta na mesma medida
que aumenta a população), mineração de carvão, queima de florestas para
aumentar os terrenos dedicados aos plantios, as próprias plantações de
arroz são grandes produtoras de metano, todo tipo de combustões usadas
nos processos industriais, etc. E os halocarbonos? Eles começaram nas
últimas décadas e são usados nos sistemas de refrigeração e na produção
de espumas plásticas.
Hoje a acumulação destes gases de efeito estufa na atmosfera aumentou
dos 0,025% que tínhamos mencionado para 0.033%. Você pensa que é uma porcentagem
muito pequena? Lamentamos informá-lo que é uma porcentagem perigosa e
que se a humanidade não tomar medidas enérgicas para reduzir este índice
estaremos dentro de pouco numa situação caótica. Os cientistas estimam
que a temperatura da Terra irá aumentar entre 1 e 3.5o até
o ano 2100. Você não estará vivo? Mas seus filhos e netos provavelmente
estarão, seu egoísta. Você não gosta deles? Este aumento de temperatura
elevar o nível dos mares pelo próprio aumento do volume de água acrescido
do descongelamento dos gelos eternos dos pólos. Calcula-se que Holanda
perderá 6.5% de seu território, Bangladesh 17,5% e as cidades a beira
mar serão gravemente afetadas como igualmente as ilhas. O aumento de temperatura
causará estragos entre as crianças, pessoas idosas ou pessoas com doenças
do coração e respiratórias. Imagine o Nordeste com mais calor. Os desertos
aumentarão de área reduzindo as áreas de cultivo: menos alimentos e mais
caros. Hoje extensas áreas do planeta morrem de fome. O planeta está em
perigo? Errado. O planeta Terra seguirá com sua marcha pelos céus sem
variações. O que irá a desaparecer é a vida, em todas suas formas e, principalmente,
desaparecerá o homem, o causador de todo este desequilíbrio ambiental.
Os países, alertados pelos cientistas, estão cientes da gravidade do problema
e se movimentam para chegar a acordos internacionais que, no mínimo, tentem
manter os níveis dos gases de efeito estufa na porcentagem que estão agora.
Parte destes esforços é a ISO 14000 que incentiva as empresas para reduzir
não só os gases de efeito estufa e sim todos os elementos que afetam o
médio ambiente. A Ford e a Visteon, empresas para as quais nos trabalhamos,
são empresas credenciadas com o certificado de ISO 14000 está firmemente
trabalhando para obter este galardão que as credencia como empresas limpas
e responsáveis, que cuidam do médio ambiente.
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Omar
Cartes
Agosto de 1998
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