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Com aumento da delinqüência em todos seus
níveis e formas, tem aparecido algumas propostas para estabelecer a pena
de morte para os delitos mais hediondos que tem estarrecido a nossa sociedade,
como forma de reprimi-los.
A Maçonaria é contrária a pena de morte, e queremos de dar a conhecer
as razões que ela tem em conta para assumir tal posição. Para ingressar
na Maçonaria é condição "sine qua non" acreditar na existência
de Deus como criador de tudo quanto existe. E sendo Deus o criador da
vida humana somente Nele a Maçonaria reconhece a decisão de tirar a existência
de um ser humano. Pensamos que a pena de morte é um contra-senso, porque
supostamente ela manda matar para ensinar que não se deve matar. Os que
advogam pelo estabelecimento da pena de morte como inibidor da delinqüência
estão esquecendo que nos países onde tal pena existe, os índices de delinqüência
são tão ou mais elevados que em nossas cidades.
Citamos
como exemplo mais conhecido os EUA, onde a pena de morte existe em todas
as suas formas que a Lei poderia imaginar: câmara de gases, injeção letal,
cadeira elétrica, etc. Mas cidades como Washington, Detroit, Miami, Los
Angeles e outras, mostram índices de delitos elevados que fazem parecer
Rio de Janeiro e São Paulo como cidades relativamente seguras.O
difícil seria elaborar uma lei que defina quem vai ser condenado à pena
de morte. A todo aquele que tira a vida de outra pessoa? Ou aquele motorista
irresponsável que bêbado ou dirigindo em excesso de velocidade ou participando
de um "racha" atropela e mata uma ou mais pessoas? Os defensores
da pena de morte dirão que foi um acidente, uma fatalidade e não usou
uma arma para matar. Pois fiquem sabendo que um carro nas mãos de um irresponsável
é uma arma mais perigosa que um revólver nas mãos de um delinqüente profissional.E
falando em lei, todos hão de concordar que a lei sempre se inclina
do lado de quem tem mais dinheiro, e não estamos falando em corrupção.
Inclina-se para o lado do dinheiro porque o acusado de um crime pode contratar
para sua defesa os melhores advogados, poderá facilitar a participação
de testemunhas em seu favor pagando suas despesas de condução, alimentação,
hospedagem, ressarcimento de dias não trabalhados, etc. e pode através
da imprensa criar um ambiente que sensibilize os membros do júri em seu
favor. Portanto,
os únicos condenados à pena de morte, acabarão sendo os eternos
marginalizados de nossa sociedade. Mas
poderá alguém alegar: "e
se um membro querido da sua família fosse vítima de um delinqüente, não
gostaria que lhe fosse aplicada a pena de morte?"
Pode ser que sim, mas nesse momento estaríamos reagindo com sentimento
de vingança que é algo muito diferente de justiça. Se
o intuito dos defensores da pena de morte é a vingança e não a justiça,
então é com maior razão que devemos ser contrários a pena de morte.
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