PROCURANDO DEUS

 

Tudo vem de tudo e nenhum conteúdo pode vir do nada!
Se tudo vem do tudo, Deus não poderia ter criado o mundo a partir do nada! Portanto, tudo existia antes de ser criado por Deus. Logo, o tudo nega Deus! O nada, o confirma! Nada é infinitamente grande quanto tudo, porém nenhuma coisa é gerada a partir do nada visto que ele não tem substância, não faz parte de qualquer substrato e não preenche um espaço. Nada é maior do que o tudo; Nada é o centro do tudo; Nada é tudo; A imensidão do tudo é similar à ilimitada grandeza do nada. A indeterminação unívoca do tudo e a indivisibilidade do nada demonstram a magnitude de Deus. A divisão infinitesimal do tudo, não produzirá o nada. Logo, o Tudo é eterno. Tudo é Deus! O nada potencializado ao expoente nulo gera a unidade. Logo, o nada potencializado é o princípio de tudo. Nada, é Deus!
Nada é menor do que um ponto infinitesimal. Nada a não ser o ponto é tão grande e capaz de preencher sozinho seu espaço. O ponto é o centro visível de si mesmo, mas não faz parte dele próprio! Se algo existe, mas não faz parte de coisa alguma, então esse algo é invisível. Assim é o centro do ponto, assumido como Deus! Infinitamente pequeno para ser visível e extraordinariamente grande para estar onipresente em todo espaço. Tudo vem de Tudo. Tudo vem de Deus!
O movimento anímico e a paralisia absoluta diferenciam por um instante a vida da morte. A vida é movimento e tempo. A vida é Deus! Movimento e tempo são perenes e não se extinguem nunca. O tempo e o movimento exemplificam a vida e a morte. O tempo é Deus! A morte é o fim e o começo da vida, não existindo entre elas fronteiras, espaço ou tempo. O movimento é vida. O Movimento é Deus! Movimento e tempo são o axioma da vida. São proposições evidentes e verdadeiras da existência de Deus! São explicações manifestas da transmutação do ser bruto e da transubstanciação do ser vivo. Movimento e tempo são o limiar entre o protoplasma do coacervado e a explosão sinérgica do protozoário e do protófito primitivos. Tudo vem de Tudo, na forma unificada e infinita de Criador e Criatura, manifestada ora como Deus Criador, às vezes como Deus Verdade Revelada, mas sempre como, Deus Consciência Eterna!

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Silvio Marques
março de 2005